LOJA MA합NICA LIBERAL SEM DOGMAS JESUS O NAZARENO

O GOL (Grande Oriente Lusitano) diz-se “adogmático”

Filed under: Maçonaria — O. Braga @ 9:30 pm 

 

No sítio oficial do GOL (Grande Oriente Lusitano) na Internet, essa organização secreta define-se como “adogmática”. 

Em nenhum local do referido sítio se define “adogmático”, e portanto o visitante fica sem saber exactamente o que significa “adogmática”. Poderá o leitor consultar um dicionário corrente de língua portuguesa, mas a definição que lá puder encontrar é uma definição de sentido comum, e não uma definição filosófica. E quando o GOL (Grande Oriente Lusitano) se diz dele próprio “adogmático”, esta noção pretende ser (supostamente) filosófica.

Para sabermos o que significa “adogmático”, temos que saber primeiro o que é “dogmatismo” — sendo certo que, aparentemente, “adogmático” não é a mesma coisa que “antidogmático” — porque o antidogmatismo é evidentemente dogmático. Para nos ajudar a compreender, numa primeira instância, a posição “adogmática” do GOL (Grande Oriente Lusitano), vou transcrever de seguida uma passagem do livro “Maçonaria Universal”, de M. Martín-Albo, 2003, página 397, que por sua vez transcreve um texto tornado público — coisa rara! — pelo Grande Oriente de França em 1877:

«A Franco-Maçonaria não é nem deísta, nem ateia, nem sequer positivista. Uma instituição que afirma e pratica a solidariedade humana é alheia a qualquer dogma e credo religioso.

Tem como único princípio o respeito absoluto pela liberdade de consciência. Nenhum homem inteligente e honesto pode dizer com seriedade que o Grande Oriente de França quis eliminar das suas lojas a crença em Deus e na imortalidade da alma, pelo que, em nome da liberdade absoluta de consciência, declara solenemente respeitar as convicções, doutrinas e crenças dos seus membros.»

O primeiro parágrafo pode ajudar a compreender o que o GOL (Grande Oriente Lusitano) quer dizer com “adogmática”. E o segundo parágrafo, se não era verdadeiro já em 1877 e a julgar pela intervenção do Grande Oriente de França na revolução francesa, muito menos é verdadeiro hoje. A maçonaria mente amiúde e com a maior desfaçatez possível. Desde logo, as lojas maçónicas do “rito escocês antigo e aceite” são necessariamente dogmáticas. Repare, o leitor, muito bem: não é possível uma loja maçónica adoptar o “rito escocês antigo e aceite” e simultaneamente dizer-se adogmática, porque o próprio “rito escocês antigo e aceite” implica necessariamente a adopção de uma série de dogmas.

Poderá o GOL (Grande Oriente Lusitano) dizer que adopta o “rito francês”, que evoluiu directamente do “rito inglês”; e que, decorrente desta adopção, o GOL (Grande Oriente Lusitano) é supostamente “adogmático”. Vamos ver o que significa “dogma” e “dogmatismo”.

1/ Dogma vem do grego e latim dogma, que significava “opinião”, “doutrina”. No sentido comum — aquele que podemos encontrar nos dicionários — é o ponto ou a instância de uma doutrina considerado intangível e, por isso, não passível de discussão, dizendo respeito a uma escola filosófica ou religiosa, ou mesmo numa corrente política (por exemplo, no marxismo).

Em função dessa definição de “dogma”, podemos afirmar com toda a pertinência e racionalidade que o conceito de singularidade matemáticaconstitui, em si mesmo, um dogma.

Em termos matemáticos, uma “singularidade” é um ponto em um determinado domínio de uma função, no qual o valor da função se torna indefinido e intangível. Em uma singularidade típica, a função matemática “aponta para o infinito”, ou seja, na área em torno da singularidade, o valor da função aumenta — até ao infinito — à medida que se aproxima da singularidade. Na astrofísica, o buraco-negro é também referido como uma “singularidade”. Quando a matéria de uma estrela em fim de vida é comprimida para além de um terminado ponto ― conhecido como “radius de Schwarzchild” ―, torna-se impossível a alguma coisa escapar à sua gravidade, produzindo um ponto de massa de uma “densidade infinita”. Na singularidade, as leis da Física deixam de ser aplicáveis.

Ou seja, numa situação ou circunstância em que as leis da física e/ou da ciência não são aplicáveis, estamos substantivamente perante uma singularidade ou um dogma. Negar a priori a validade racional do conceito de dogma é, por exemplo, negar o conceito de singularidade matemática (é negar, em parte, a ciência matemática). Portanto, o conceito de dogma parece ser inerente à própria realidade, evidente e natural, e não passível de ser negado enquanto tal senão por intermédio de um dogmatismo irracional.

2/ Dogmatismo é, obviamente, diferente de dogma. No sentido comum, dogmatismo significa um qualquer postulado que consista na admissão do facto de se poder atingir e demonstrar as certezas de quaisquer verdades. Normalmente, diz-se que o dogmatismo é característico da religião — o que não é inteiramente verdade, porque “a maior fé que existe é a do cientista, porque é inconfessável” [Roland Omnès, in “Filosofia Quântica”]. A ciência pode assumir uma forma metafísica, e por isso, em vez de “religião”, devemos dizer que “o dogmatismo é característico da metafísica” que engloba e abarca a ciência — porque é óbvio que a ciência se escora na metafísica, porque a verificação científica não é, em si mesma, verificável através do método científico [positivista].

3/ ¿Mas então, o que significa “ser adogmático”? “Ser adogmático” não pode significar que não se aceite um determinado dogma, porque isso seria ser “acientífico”. Portanto, ser adogmático só pode estar relacionado com “dogmatismo” no sentido de “cepticismo”. “Adogmático” é sinónimo de “céptico” — no sentido moderno de cepticismo, e não no sentido do cepticismo da dúvida metódica. O céptico moderno — ou o adogmático — defende a tese da invalidade racional dos preconceitos negativos, que são aqueles preconceitos em relação aos quais não se admite qualquer discussão. Face a um preconceito negativo qualquer, o céptico diz dele que “é intolerante”.

E assim, a própria tolerância transforma-se, para o adogmático, num preconceito negativo — num dogma — que não pode ser, de modo nenhum, colocado em causa. E supostamente em nome da tolerância, o adogmático torna-se “legitimamente intolerante”. A intolerância do adogmático assume uma autoridade de direito. O adogmático considera a sua intolerância como sendo superior à intolerância dos outros.

O conceito de adogmático é absurdo porque se nega a si próprio, e por isso, é uma espécie de dogmatismo irracional. Não é possível a alguém ser adogmático no sentido da negação de qualquer dogma, porque a noção de “adogmático” constitui em si mesma uma certeza qualquer de uma qualquer verdade. Um adogmático segue o seu dogma próprio. E o “problema” do dogmatismo do GOL (Grande Oriente Lusitano) é o de que a maioria das pessoas desconhece o conteúdo dos seus dogmas porque são (supostamente) secretos.

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A GLADA indicará para você a Loja mais próxima da região onde reside ou trabalha, para que verifique a possibilidade de ser apresentado. Na maçonaria se entra por indicação, mas não se veta um pedido direto. Obviamente, se conhecer algum maçom da GLADA em sua região, fale com ele e demonstre seu desejo em fazer parte da nossa entidade.

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Tudo isso só foi possível graças à participação de seus associados, que identificam as necessidades das comunidades onde estão inseridos e, através de seus esforços pessoais e de contribuições de companheiros e de parceiros, conseguem suprir aquelas carências.

Os maçons se reúnem semanalmente para estudar, elevar o nível cultural de todos os participantes e trocar idéias e experiências, em Sesssões de Instrução e programas interessantes e informativos sobre tópicos de importância local e global. A entidade reflete uma ampla representação da vida da comunidade.

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Não existe Iniciação Maçônica à distância, ou pela Internet, ou por correspondência. Se alguém o convidou para ser iniciado de uma destas formas, está enganando você. A Iniciação é uma experiência que só pode ser transmitida pessoalmente, através de uma cerimônia especial, belíssima, cheia de simbolismo, que eleva a consciência do candidato, abrindo novas percepções e gerando uma nova e poderosa energia interior. Só pode ser efetuada por meio de pessoas iniciadas e investidas de tais prerrogativas maçônicas.

ADVERTÊNCIA IMPORTANTE: Como há o risco de ser cativado por supostas Ordens e maçons que não são idôneos, tenha cuidado.

Leia com atenção os itens de a) até g) e fuja de qualquer relação com aqueles que não cumprem fielmente as regras de entidades jurídicas legalmente certificadas.  

Não entre e nem participe de qualquer entidade sem investigar seriamente os seguintes itens:

  1. Se dita ordem possui constituição, estatutos e regulamento como entidade sem fins lucrativos, devidamente registrados em cartório e tem endereço fixo;
  2. Se procede a eleições periódicas e democráticas e quem são seus dirigentes;
  3. Se possui CNPJ
  4. Se possui conta bancária em nome da entidade registrada;
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  6. Certifique-se de que o elemento que entrou em contato contigo é realmente maçom da entidade.
  7. Se informe sobre a idoneidade do mesmo.

Toda Obediência Maçônica é por natureza uma entidade sem fins lucrativos e nenhum cargo maçônico é remunerado. Não é porém uma instituição de caridade e sim de solidariedade humana.

Tem, porém, despesas de manutenção, aluguel, ajudas de custo, impostos e taxas governamentais, condomínio, impressos, administração, representação nacional e internacional, materiais e apetrechos de uso ritualístico, etc.

Para tais despesas, ela cobra do Candidato uma Jóia de Iniciação, e, de todos os obreiros, taxas e mensalidades, cujo valor é votado pelos membros das Lojas e/ou da Obediência, e as contas são aprovadas em Assembléias Gerais.